Apoio à cultura: um movimento para além das lutas

Apoio à cultura: um movimento para além das lutas

A Chapa mais Sisejufe traz uma experiência espetacular, quando trata da diversidade em seus temas, gênero e raça, pessoas com deficiência, pessoas em situação de vulnerabilidade e resgate cultural, questões que estão diretamente alinhadas com a busca por melhores salários e condições de trabalho para as servidoras e servidores do Judiciário Federal do Rio de Janeiro.

Exemplos vivos dessa narrativa, são os projetos do Coral do Sisejufe e do Batuque na Justiça.

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O Coral do Sisejufe, além de divulgar a MPB através do Canto Coral, integra os coralistas aos movimentos culturais no estado do Rio de Janeiro, quando os coralistas vão fazer suas apresentações em encontros com outros corais, bem como nas ocasiões que o próprio Sisejufe promove suas apresentações no Centro Cultural Justiça Federal, trazendo para seu palco grupos tradicionais da cidade e proporcionando a inclusão com Coros de projetos sociais como os que abarcam pessoas em situação de vulnerabilidade social e em situação de rua.

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Já o Batuque na Justiça, um curso de percussão promovido pelo sindicato, estabeleceu uma ponte com a Fina batucada e a Escola de Samba Embaixadores da Alegria, marcos do samba inclusivo, agregador. A Fina Batucada é uma bateria formada essencialmente por mulheres, que trabalha o acolhimento e fortalecimento das mulheres no mundo cultural do samba e a Escola de Samba Embaixadores da Alegria que é uma agremiação  formada por pessoas com deficiência que abre o desfile das escolas de sambas no conhecido “sábado das campeãs”, no Rio de Janeiro, proporcionando a verdadeira democracia no samba.

Cultura é essencial para fortalecer a construção da pessoa integral e é essa a visão que devemos ter, enquanto militantes do movimento sindical, do servidor e servidora que está inserido neste contexto maior que é a sociedade e não fechado num nicho particular. Tratando mais diretamente do serviço público, é a sua essência a relação com o todo, com a sociedade.

Nós somos seres culturais e devemos construir a consciência de que tudo que orbita em nós, nos faz seres completos. O movimento sindical deve estar atento a tudo isso, uma vez que precisa estabelecer novos critérios para trazer os trabalhadores e trabalhadoras a refletirem sobre pertencer a um coletivo, um coletivo onde cada uma e cada um se reconheça, se sinta realmente representado e possa conhecer claramente qual é o seu papel na sociedade.

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