Sisejufe quer avançar ainda mais nas pautas e direitos das mulheres

Sisejufe quer avançar ainda mais nas pautas e direitos das mulheres

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- Importância de se organizar

As mulheres são 49,5% do poder judiciário e 51,5% da população, mas ainda são um segmento considerado minoria e suas demandas continuam sendo constantemente tratadas como específicas. Apesar de ser maioria da população, vivemos numa sociedade que se organiza diferenciando homens e mulheres, e hierarquizando estas diferenças. Na organização social, os homens são responsabilizados pela produção do espaço público e da economia – tarefas mais valorizadas, inclusive economicamente –, e as mulheres pelas tarefas reprodutivas, que envolvem cuidado e atenção – tarefas mais desvalorizadas. Podemos chamar isso de relação desigual de poder.

Além disso, essas tarefas reprodutivas não ficam com as mulheres apenas nos trabalhos remunerados, isso também acontece dentro de casa, onde, na maior parte das vezes, as mulheres são as principais responsáveis pelo trabalho doméstico, pelo cuidado dos filhos, dos idosos, dos que adoecem e da própria manutenção da casa como um ambiente saudável de convivência e sobrevivência. Isto acarreta duplas ou triplas jornadas de trabalho, realidade que torna essencial a organização coletiva das mulheres, a fim de visibilizar estas demandas que são fundamentais para o funcionamento de toda a sociedade, e que muitas vezes são tidas como naturais.

- Núcleo Sindical

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Levando em consideração a importância da organização das mulheres enquanto sujeito social de transformação da realidade, o Sisejufe fundou seu Núcleo Sindical da Marcha Mundial das Mulheres. A Marcha é um movimento internacional que luta por um mundo onde não haja pobreza e desigualdade de gênero, e acredita que podemos construir isso nos organizando, formulando e participando dos espaços políticos, como a organização das categorias de trabalhadoras.

Nós, do Sisejufe, também acreditamos num mundo menos desigual e que as mulheres são fundamentais para este objetivo, por isso adotamos estas práticas, de estarmos sempre em formação política, ocupando as ruas e transformando a realidade, com seriedade, mas também com irreverência, a partir da nossa batucada e dos nossos estandartes.

- Mobilização nas Ruas

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As mulheres possuem um calendário de lutas importante para o conjunto da classe trabalhadora. Em 2017, quando construímos a grande greve geral de 28 de abril, as mulheres já estavam na rua desde o 8 de março lutando contra a Reforma Trabalhista e a Reforma da Previdência. Os atos feministas são sempre vanguarda na resistência aos retrocessos, e é neste sentido que temos o calendário de lutas das mulheres como uma prioridade para o Sisejufe. Em todos estes momentos, nós estivemos e seguimos estando juntas nas ruas, em uma só voz.

- Bem viver

As mulheres não lutam só pelo fim das suas próprias opressões, mas por um mundo todo diferente, sem desigualdades e exploração e, principalmente, um mundo onde tenhamos direito a uma vida digna com soberania alimentar. É o que chamamos de Bem Viver. Com este outro mundo em mente, pensamos também numa outra forma de produzir os bens de consumo e de nos alimentar, e, assim, criamos nossa Feirinha do Bem Viver, em parceria com outros movimentos sociais e núcleos, onde apresentamos alimentos saudáveis, produtos artesanais ou literários, feitos por mulheres em suas casas (ou nas ruas), servidoras ou não.

A feirinha não é um simples comércio, mas um espaço de troca de saberes!

- Marcha das Margaridas

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A Marcha das Margaridas é a manifestação de um processo profundo de lutas contínuas por agroecologia, soberania alimentar e nacional, justiça, democracia e por um mundo sem violência e desigualdades, é também catalisadora de movimentos e conquistas para o conjunto das mulheres, do campo e da cidade. Toda esta trajetória de lutas culmina numa grande marcha que acontece a cada quatro anos em Brasília, no mês de agosto, mês em que Margarida Alves, sindicalista rural da Paraíba, foi assassinada por lutar em defesa de seus pares.

Nós do Sisejufe, através do nosso núcleo sindical da Marcha Mundial das Mulheres, entendemos que a luta por uma alimentação saudável e vida digna é coisa séria, e precisa de todas e todos nós. É por isso que fomos parte fundamental em todas as etapas deste processo aqui no estado do Rio de Janeiro, mas também no Brasil, quando trouxemos o conjunto à Fenajufe para esta construção que é coletiva.

- Encontro Nacional da Fenajufe

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No fim de 2019 aconteceu o 1º Encontro de Mulheres do PJU e MPU, e nós do Sisejufe fomos fundamentais nessa construção. Além de participar de toda a preparação do evento, também fomo uma das maiores delegações, com indicações importantes e falas nos debates de todas as mesas.

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Levamos a Exposição Pele Preta, nossos materiais e diversas servidoras para enriquecer o espaço. Entendemos que a organização das mulheres é fundamental também a nível nacional, não à toa saíram muitos acúmulos importantes deste encontro.

- Assédio Moral e Sexual

Assim como a opressão das mulheres, os assédios Moral e Sexual também são fruto de uma relação desigual de poder, este é principal motivo para que as mulheres sejam a maioria das vítimas. É dever do sindicato e da própria justiça evitar que isto aconteça com seus servidores e servidoras, através de cartilhas, fiscalização, monitoramento e um bom respaldo jurídico. O Sisejufetem sido parceiro no combate aos assédios moral e sexual, o sindicato precisa estar junto das Servidoras em suas lutas diárias.

- Formação Política

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Uma das principais armas que as mulheres têm para lutar contra a opressão e as desigualdades é a formação política. Diante disso, o Sisejufe ao longo dessa gestão tem realizado diversos espaços de debate e formação sobre as mulheres em suas realidades. Temos falado da cultura, do trabalho, da economia, dos recursos naturais, de soberania alimentar, de racismo, do enfrentamento ao desmonte do Estado e de todas as pautas conjunturais que impactam as vidas das mulheres. Foram muitos momentos de debate auto organizado, presenciais, como os Ciclos de Debates, ou online como tem sido a experiência do Escuta Mulher.

- Mulheres Negras

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Apesar de todas sofrerem com o patriarcado, as mulheres não são uma coisa só. São agricultoras, urbanas, pessoas com deficiência ou não, pobres, ricas, brancas e negras. As mulheres negras são um dos principais setores de auto organização da sociedade, nós do Sisejufe somos parte disso.

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Temos participado dos encontros nacionais de mulheres negras, temos produzido debates e acúmulos, composto os atos de rua e homenageado a luta dessas mulheres, como fizemos na Exposição Pele Preta. As lutas contra o racismo e o patriarcado precisam caminhar juntas para a construção deste mundo menos desigual que queremos construir.

- Batucada

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Uma das ferramentas que usamos para dar voz às nossas pautas é a batucada feminista. Na Marcha Mundial das Mulheres, a batucada é feita de sucata, como também um ato político de reutilizar o lixo, mas também de ressignificar o lugar subalterno que nos é dado na sociedade, é com a batucada feminista que temos ocupado as ruas há muitos anos. No ano passado, também começamos a construir a Fina Batucada, segunda batucada de mulheres do Brasil, e tem sido importante para trabalharmos cultura, ancestralidade e ocuparmos um lugar que nos foi negado há tanto tempo, que é a percussão e os tambores. Este lugar também é nosso!

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Mulheres da chapa:

Andrea Capellão – TRT Capital
Anny Figueiredo – TRT Cabo Frio
Eliene Valadão – JF Capital
Fernanda Lauria – TRE Capital
Helena Cruz – JF Niterói
Juliana Avelar – TRE Capital
Larissa Lima Azevedo – TRF2
Laura Diógenes – JF Capital
Leila Nascimento – JF Capital
Lucena Pacheco Martins – TRF2
Maria Eunice Barbosa – JF Capital
Mariana Petersen – JF Caixias
Mariana Liria – JF São João de Meriti
Neli Rosa – TRF2
Soraia Garcia Marca – TRF2
Tereza Ribeiro – TER Capital

Candidatas a Representante de Base:

Lucilene Lima – TRT1 Aposentados
Glauce Rangel – TRF Capital
Mara Paparella – TRF Capital
Carla Nascimento – TRT1 Capital
Raquel Albano – TRT1 Capital
Maria Mendonça – TRT1 Capital
Renata Pedreira – TRT1 Capital
Renata Nascimento – STM
Elaine Pauvolid – TRF Capital 
Clarisse Pacheco – JFRJ Capital
Bethe Fontes – JFRJ Capital
Katia Biacnhi – JFRJ Nova Iguaçu
Karlla Assad – JFRJ São Pedro D’Aldeia
Renata Mousinho – Suplente JFRJ Três Rios

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